Ponha na porta da geladeira
Ponha na porta da geladeira

Last updated on janeiro 31st, 2018 at 04:19 pm

Boas práticas da presença digital parecem uma variação da afirmação filosófica de René Descartes (1596-1650): Penso, logo existo. Pois nos dias que correm a verdade é: Estou na internet, logo existo. Pode até ser exagero, mas não é uma mentira. É tendência com vocação de virar fato.

Presença digital pessoal funciona assim:

 

O que são rastros digitais 

Presença digital é formada por rastros digitais que a gente deixa quando faz uma compra na internet, posta um comentário em um portal, interage em alguma rede social, publica em um blog próprio ou coletivo.

Tudo o que fazemos na internet deixa rastro e pode ser rastreável. Seja curtida, postagem de opinião contra ou a favor de alguma coisa, produção de conteúdo próprio, ou até mesmo a citação de um conteúdo alheio.

A internet é um museu não temático e total. Nesse museu estão todas as coisas que fizemos e fazemos na Rede Mundial. Baboseiras, grandes e pequenos insights, declarações e confissões.

O rastreamento se dá quando uma pessoa digita nosso nome ou nossos endereços digitais nos motores de busca do google, yahoo, bing. Ou no face, yuotube, linkedIn, instagram etc.

Também podemos ser encontrados, quando alguém ativa ferramentas de monitoramento – cada vez mais poderosas. Caiu na rede é peixe.

Então para o bem e para o mal, nossos rastros estão lá. Daí, a ação mais inteligente da nossa parte é controlar tudo o que curtimos, comentamos, compartilhamos e postamos. Isso tem a ver com cultivar uma maior consciência digital.

Como ter presença digital consciente 

A internet é disruptiva. Ela rompe com a ordem anterior das coisas: comunicação, comportamento, cultura. Cabe a nós – como cidadãos, usuários e produtores de conteúdos – nos educarmos para navegar bem nesse novo oceano.

Em um cenário absolutamente inédito, precisamos encontrar a estética e a ética apropriadas.

Estética: 

Encontrar a estética é perseguir a liberdade de forjar um estilo próprio, uma personalidade digital. Não tanto o que você faz, mas como você faz.

Ética: 

Ter um comportamento ético – de respeito ao igual e ao diferente – será de considerável relevância na construção da nossa reputação digital.

Quem avalia nossa reputação digital é o outro 

Reputação digital é o reconhecimento – conferido pelos outros – de que você é uma autoridade na sua área. Alguém que tem conhecimento de causa e ação.

Em geral, conseguimos esse reconhecimento depois de ralar muito. E a melhor ferramenta digital para construir nossa reputação digital é o blog.

Boas práticas da presença digital pessoal 

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Crie um blog 

O blog é sua casa própria. O espaço onde você controla tudo: conteúdo, forma, estratégia. Também é o seu acervo. Você pode (e até deve) alternar postagens novas com conteúdos do passado. Conteúdos relevantes não têm data de validade.

Eu explico bem isso no vídeo abaixo:

 

Como começar seu blog

Sugiro que você use o wordpress como plataforma. Ela é intuitiva e funciona muito bem, mesmo na versão gratuita. Mas antes de criar o blog propriamente dito, avalie como você quer sua casa própria:

Pense e repense 

O nome do blog

O nicho de leitores que imagina atingir

O conteúdo das postagens

O tamanho da sua disciplina

Criar o blog é apenas o ponto de partida 

É parecido com ter filhos. Não basta parir, tem que cuidar, educar, amar. Criado o blog, estude muito. Há muitos cursos online de qualidade. Sendo muitos deles gratuitos.

Também compare seu blog com outras propostas afins. Aprender com o outro é bola dentro. Serve até para saber o que você não deve fazer.

Compartilhe e compartilhe nas redes sociais. É a forma natural de você trazer pessoas para o seu blog. E acompanhe a evolução e as mudanças das redes sociais – as que você usa.

Em janeiro de 2018, o Facebook mexeu no algoritmo de distribuição de conteúdos, dificultando a vida de quem tem páginas no Face.

Presença digital pessoal nas Redes Sociais 

Se no blog, o controle é total, nas redes sociais é que a coisa pega. Terreno pantanoso, fluido por natureza. Uma palavra ambígua e pronto, você pode ser fritado por metade da turma. Enquanto a outra metade aplaude.

Redes Sociais são realidades novas. Ainda não deu tempo de formar oráculos, mestres, doutores. Todo mundo acha alguma coisa sobre elas. Isso não é de todo ruim, mas cria saias-justas a todo momento.

Boas práticas da presença digital nas redes sociais:

Não poste no impulso. Pense antes de pôr o dedão no Publicar.

Não dê opinião acerca de tudo. Prefira o conhecimento na sua área.

Não polemize por polemizar. Isso é perda de energia intelectual e ímã para antipatias.

Seja afetivo. Afinal redes sociais são espaços principalmente de relacionamentos pessoa-a-pessoa.

Relações verdadeiras nas Redes Sociais

Vídeo: Relações Verdadeiras

Qualidade dos rastros digitais 

Os rastros ficam “eternizados” na Internet. Por conta disso devemos cuidar da qualidade com as postagens, os comentários, as navegações em geral.

Certamente qualidade é um conceito subjetivo. Cada um tem a sua. Mas use o bom senso. Aliás o bom senso é o responsável pela sobrevivência da humanidade até agora. Pense em boas práticas da presença digital com todo bom senso:

Olhar para os dois lados antes de atravessar a rua é bom senso.

Não meter a mão no fogo é bom senso.

Pôr a garrafa de álcool fora do alcance das crianças é bom sendo.

Postar ou comentar só o que você tem certeza é bom senso também.

Boas práticas da presença digital é autoconstrução 

Uma das maravilhas da internet é a possibilidade de cada um ser como é. Presença digital é autoconstrução. Se por um lado é preciso ter responsabilidade com a própria imagem. Por outro, há um estímulo à criatividade.

Ser criativo é que o garantirá a nossa relevância num mundo cada vez mais automatizado, digitalizável, monitorado.

Como escreveu o máximo poeta Paulo Leminski (1944- 1989):

ISTO DE QUERER SER
EXATAMENTE O QUE A GENTE É
AINDA VAI NOS LEVAR ALÉM” 

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