O meio é a mensagem


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Fonte: Editora Cultrix
Fonte: Editora Cultrix

Essa frase O meio é a mensagem foi escrita pelo pensador canadense Marshall MacLuhan (1911-1980), considerado um dos maiores teóricos da comunicação. Também foi o cara que melhor intuiu o que viria pela frente. A frase está no livro, hoje clássico, Os meios de comunicação como extensões do homem, publicado em 1964.

Quando eu era estudante de comunicação e arte na ECA-USP, no final dos anos 1970, dizer O meio é a mensagem funcionava como uma espécie de certificação de modernidade. De grande sacação em comunicação.

O curioso é que quando MacLuhan cunhou a frase, demonstrando que o canal transmissor determinava o próprio conteúdo, o mundo nem sonhava com internet, blogs, redes sociais.

Naquele momento, o que existia era a mídia de massa (tv, rádio, cinema). O modelo era poucos para muitos. O esquema, plácido: emissor – canal – mensagem – receptor.

A mídia de massa – poderosa, onipresente, onisciente – faz parte do mundo Gutenberg. O mundo dos impressos. Onde poucos escrevem para muitos.

Hoje há quem diga que há tantos escritores quanto há leitores. Acho exagero. Mas entendo a filosofia que está por trás da provocação: nos dias que correm todos podem ser autores. Isto é, existe o meio para isso – a internet.

No vídeo, abaixo, O meio é a mensagem, eu discorro, de forma breve, sobre a cadeia produtiva do livro. Por séculos, o livro foi o canal da expressão escrita. Foi o canal mais prestigioso para passar mensagens.

Mas um livro não surge por geração espontânea. Quando o leitor chega na livraria, ou na biblioteca, ele encontra o produto pronto. Perfeitinho para ser fruído.

Mas antes, a cadeia do livro envolveu vários profissionais – com saberes especializados. Também ocorreram várias etapas da mesinha do escritor até o ponto de venda.

Ou seja, para o livro virar livro muita árvore caiu e muita grana rolou.

Assista ao vídeo O meio é a mensagem no Canal Acelera Texto – YouTube

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