Eliana Medeiros. Arquivo pessoal
Eliana Medeiros. Arquivo pessoal

Last updated on Fevereiro 26th, 2018 at 11:49 am

Foi navegando pelo Facebook que encontrei postagens da Eliana Medeiros. Li o primeiro post, gostei. Li um segundo, gostei mais ainda. Lá pela quarta postagem, pensei: Opa, temos aqui uma escritora. Daí a chamei para a coluna Convidados do Fernanda Pompeu Digital. Como a Eliana Medeiros não tem blog (ainda) fico aguardando seus textos no Face – sempre delicados e cheios de sentimento. Sempre me agradam. Na entrevista abaixo, Eliana Medeiros dá o seu recado.

Conte um pouco de você
Sempre gostei de ler. Desde criança já lia a Folha de S.Paulo, comprada com regularidade pelo meu pai. Minha irmã era uma leitora mais voraz ainda e foi me repassando os livros que comprava ou retirava na biblioteca. Acho que esse provavelmente deve ser o ponto em comum entre quem gosta de escrever. Pela minha experiência, quem escreve e não tem o hábito da leitura escreve muito mal.

Quando você começou a postar textos autorais no Facebook?
Não sei precisar, mas provavelmente por volta de 2015.

Qual é seu objetivo?
Pra mim os textos são, acima de tudo, uma espécie de terapia. Catarse. Não por acaso minhas postagens autorais datam de 2015. Foi o ano em que perdi minha mãe. Meu pai havia falecido em 2013 e minha irmã, em 2001. Então, os textos são um jeito de lidar com os sentimentos e, na hora em que compartilho, de ser “ouvida”, aceita, eventualmente acolhida, apoiada.

Você posta com regularidade? Qual?
Regularidade zero. Não me preocupo com isso. Tenho textos que ficam lá “marinando”. Outros, nunca postei, nem sei se postarei um dia. Como não ambiciono a fidelidade, a falta de periodicidade das postagens não é um problema pra mim.

O que lhe dá mais prazer em postar?
A interação. Fiz amigos assim: comentando textos de outras pessoas no Face e acompanhando comentários em posts que não os meus. É curioso. Sou bastante tímida, mas fico à vontade para trocar experiências pelo Face e recebo em troca muito carinho, incentivo, o que é ótimo.

Tem algo difícil em postar?
Não propriamente. Há quem odeie (e muitas vezes critique abertamente) posts falando sobre assuntos tristes, então penso duas vezes antes de postar os textos que escrevo chorando rs. Mas acho que tristezas e alegrias, abobrinhas e rabugices, tudo faz parte da vida. E o Face acompanha todos os recortes. Lê quem quiser.

Você interage com seus leitores? Responde aos comentários?
Sempre! Respondo cada comentário. Quando estou muito sem paciência, evito postar. O leitor é o ponto de partida da publicação. Sem ele, o post inexiste. Agora, pra ser bem sincera, tenho poucos seguidores, então seria o fim da picada se mesmo assim eu não respondesse. Mas quero acreditar que seria igual se tivesse tantos leitores quanto um Cássio Zanatta.

Que dica você daria para postadores autorais?
Leia. Leia sempre. Leia muito. Clássicos, contemporâneos. E o que você escreve. Não se dê por satisfeito com a primeira versão. Tudo pode ser melhorado. Busque escrever corretamente. As pessoas, em geral, têm a tendência de achar que o que é publicado está correto. O Face está infestado de erros. Acho triste. Claro que o mais importante é conseguir se expressar, mas até pra isso a clareza é necessária. Então fique atento para que as concordâncias sejam feitas corretamente e as pontuações estejam no lugar certo. Sem isso, sua missão de ser compreendido pode ficar impossível.

Já pensou em ter uma página no Face ou um blog?
Já sugeriram várias vezes, mas nunca me animei…

Diga algo que eu não perguntei:
Não escrevo posts sobre assuntos polêmicos. Não tenho alma para embates. Meus textos são geralmente sobre lembranças, observações do cotidiano, ou seja, caminho em direção ao olhar emotivo.

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